Nova localização, mais oportunidades

12 04 2009

O vosso blog de ideias Incontestáveis mudou de lugar.

Numa tentativa de aumentar o controlo que tinha sob este blog, resolvi pedir um alojamento gratuito e instalar o WordPress num outro endereço. Esta simples mudança abriu-me um leque de possibilidades que de certo aproveitarei e não acarreta perda de quaisquer posts ou comentários.
Vejo isto como um passo em frente na tentativa de me expressar na blogosfera, mais seguramente, pensando mais como um webmaster.
Até sempre Incontestável@wordpress, olá Incontestável at Freehostia :D

Cliquem na seguinte hiperligação para mais caracteres aglomerados





Dois sites essenciais para todos os aficionados

10 04 2009

Boa tarde,

Este post serve somente para indicar a todos os fãs de Matisyahu duas pérolas online com um extenso catálogo de multimédia relativo ao cantor. Em ambos os sites mencionados, todos os downloads são gratuitos e a gravação dos concertos foi autorizada pelo cantor, pelo que esta é uma oportunidade única para todos aqueles que a) gostam de Matisyahu e querem ouvir mais dele ou b) Não conhecem mas têm um ligeiro interesse.

Sem mais demoras deixo-vos com os referidos sítios e uma sucinta explicação dos mesmos:

O Internet Archive é uma autêntica biblioteca online que serve de plataforma a artistas pouco conhecidos que querem dar a conhecer o seu trabalho. No que toca a multimédia de  Matisyahu, estão lá compilados mais de 50 concertos ao vivo que de certo vão deliciar todos os fãs deste cantor.

Matisyahu The Bridge Site The Bridge é o site da comunidade de fãs oficial de Matisyahu. Nele podem ser encontrados concertos, notícias e        multimédia relativa ao cantor. É organizado anualmente pelo menos um concerto ao vivo (vulgo Fan Appreciaton Show) onde os fãs ouvem em primeira mão as novas composições da banda.





A imutável ânsia pelo tão aguardado álbum

8 04 2009

On the radio in the nest few weeks and then the record to drop early summer. I know I keep pushing it back but it’s all for the music.

Começo este meu post inspirado por mais um Twitter update proveniente do único Matisyahu.

É interessante constatar a razão enunciada pelo artista pelo adiamento do lançamento de Light: a música. A música esta responsável por tantos momentos e emoções intensas, tantas horas de escuta atenta, tanta tristeza convertida em esperança. Compreendo perfeitamente a explicação dada, aliás, até a venero e avalizo pois simplesmente pretiro um lançamento apressado e pouco trabalhado a um sólido e em que o cantor esteja perfeitamente consciente do que está a colocar no mercado. Neste capítulo estou (como já devem ter percebido) tranquilo. Se arriscasse uma tentativa de futurologia, imaginava um Matis de semblante confiante e um público tocado por o que acabou de ouvir, numa amena noite de Verão que ficava marcada para todos os presentes não só pelo concerto em si mas também pela mística que inexoravelmente acompanha um judeu ortodoxo convicto nas suas crenças disposto a cantá-las, a profetizá-las, a partilhá-las através da música com o comum dos mortais.

Se tivesse de referir qual é a maior vantagem no tipo de música que este homem faz eu diria que reside na transversalidade do seu acesso. Ou seja, independentemente da raça, religião ou índole, qualquer ser-vivo se pode sentir atraído por ela. Além de que a mensagem é extremamente inspiradora. É notável o que uma uma simples melodia e um domínio da escrita (letras) conseguem alcançar. Exemplo máximo disso parece-me ser ‘One Day’ – harmoniosa, de mensagem corriqueira mas brilhante e ainda assim simplista…

Desde o meu post sobre a ex-próxima data de lançamento de Light que o meu estado de espírito se mantém inalterável: impaciente, ansioso… mas acima de tudo confiante. Confiante que este álbum vai ser um marco na história da música. Confiante na possibilidade de assistir a um concerto de onde sei que retirarei algo inesquecível. Confiante porque posso dizer que o meu cantor preferido privilegia aquilo a que dou mais importância na relação fã/artista: a música. Muitos podem pensar que o mesmo se passa entre as vossas preferências… mas será mesmo verdade? Não será a avareza que fala mais alto quando bandas abdicam do seu estilo próprio para tornarem o seu som mais mainstream? Não serão esses mesmos artistas as marionetas duma indústria em que os “puxa-cordelinhos” são enormes manda-chuvas que não têm no topo da sua tábua de valores a música? Para questões pertinentes respostas conclusivas: É claro que sim.

E é por estar salvaguardado destes lobbies e sangue-sugas que continuo fã incondicional deste artista. Um homem com valores que não se deixa influenciar pelas intermitências de uma indústria que há muito virou negócio proxeneta. Eu cá estou ciente que a música é prioridade número um. Mas a minha pergunta é… será que podes dizer o mesmo do teu cantor preferido?

Comentem se vos aprazer…





As 341 cenas que tens de fazer para ser da ‘çena’

3 04 2009

Primeiramente, este título é no mínimo épico. Surgiu-me numa tarde solarenga de Fevereiro (eu lembro-me que estava sol porque fui jogar à bola) e vem-me perseguindo desde há muito tempo. Ainda assim (e para que sirva de introdução) cabe-me a mim alertar para algumas das noções em que este meu sarcasmo se apoia. A ‘çena’ visa um conjunto de pessoas (parte da nossa realidade em Portugal) que age/se distingue por um qualquer dos comportamentos abaixo enunciados – eu próprio incluído. Como eu sou felizardo ao ponto de conviver com muitas delas e por isso estar exposto a estas “problemáticas” sou, além de observador crítico, mais um influenciado por esta cultura e sociedade em que nos inserimos. Serve isto para descongestionar as mentes daqueles que por certo se sentirão ofendidos ou pelo menos visados nas próximas linhas que sem mais delongas aqui debito:

As 341 cenas que tens de fazer para ser da ‘çena’

Para seres da ‘çena’, discorda de todas as opiniões que os outros expressam, mesmo que coincidam com a tua.

Se queres ser da ‘çena’, usa a indumentária da moda, com óculos que te cubram quase totalmente a cara. Se possível, combina por sms as roupas que irás vestir no dia seguinte com as tuas amigas/os.

Usa e abusa (e abusa) das expressões “tipo” e “lol” nas tuas conversas, quer escritas ou faladas. Não te trará mais fluência ao discurso, mas pelo menos parecerás fixe.

Troca todos os ‘s’ por ‘x’ em tudo o que escreves. Faz do pitês a tua bandeira e mostra desse modo o teu patriotismo e o teu amor à língua nativa.

Abrevia constantemente qualquer palavra para algo fofinho. Do género ‘xmx’ em vez de ‘sms’ ou ‘bjx’ na vez de ‘beijo(s)’.

Por muito calor que esteja, nunca tires o teu xaile. Deste modo as pessoas saberão que a) és da ‘çena’ e b) gostas do estilo do Yasser Arafat.

Curte apenas bandas fixes, tipo ‘Linkine Parque’. Difama todo e qualquer outro estilo de música porque, simplesmente, não é real.

Se pelo contrário, fores do hip-hop, age da mesma forma. Dá forma ao ‘gangsta power’ e nunca oiças nada que não tenha nomes rudes na letra.

Sê um inopinado. Não ter opinião está na moda. Se não compactuares com esta ideia serás olhado como um lunático, alguém estupidamente inteligente (cujo cérebro chega ao tecto) e sem vida social.

Nunca sejas apologista de qualquer medida tomada pelo governo em regência. Só passados 5 anos é que poderás querer o antigo governo de volta e dar valor às medidas por eles tomadas.

Pensando bem, não uses a palavra apologista. Melhor, não uses “palavras caras”. Corres o sério risco de seres incompreendido e por isso nunca serás um tipo da ‘çena’.

Aposta fortemente nas tendências suicidas e nos comportamentos auto-destrutivos. Dão uma enorme reputação e farão com que o período de adaptação à ‘çena’ seja drasticamente reduzido.

Entoa toda e qualquer palavra que saia da tua boca. Quer sejam afirmações ou discordâncias, olha com desdém para quem respondas e aplica quanta entoação possível. Para melhores resultados, usa a palavra ‘tipo’ à priori do advérbio de negação.

Nem sequer penses em elogiar alguém que conheças. Isso demonstra empatia e se queres ser da ‘çena’, é bom que não caias nessa esparrela.

Sê moralista excessivo. Nunca te acanhes de avisar os outros sobre os perigos pelos quais vão passar. A experiência própria pode ser a chave do sucesso nesta dica. Tem mais graça quando dizes “eu já passei por isso e…”

Apoia a música portuguesa. Artistas como o Angélico, as Just Girls ou os 4 Taste têm de ser valorizados!





O estado da selecção (parte 1)

31 03 2009

Mais um jogo de apuramento e mais um empate. Portugal voltou a perder terreno para os outros candidatos ao Mundial 2010 do seu grupo.

Por incrível que pareça, jogámos tão bem ou melhor quanto muitos dos melhores jogos da era Scolari. A equipa deu primazia ao colectivo e as oportunidades surgiram. O que falta mesmo é a finalização. E é aqui que reside a minha dúvida. Neste jogo já foi testado a solução do Ronaldo a ponta-de-lança, mas será que ele nessa posição rende? Não sou dessa opinião. Atendendo às características do Cristiano, é quase um crime colocar um jogador como ele naquela posição do terreno. Já nem questiono se ele sabe ou não jogar de costas para a baliza, mas só o facto de ele estar a jogar numa posição tão avançada limita em muito a sua capacidade de explosão e consequente progressão no relvado.

Isto para justificar o porquê de recriminar a opção de Carlos Queirós no jogo contra a Suécia. A verdade é que perdemos uma boa chance de melhorarmos a nossa classificação no grupo e convenhamos… o apuramento está cada vez mais difícil…

Estamos agora a menos de 24 horas de mais um jogo de Portugal (desta feita um amigável) e é bom que consigamos ganhar expressivamente ao nosso adversário ou corremos sérios riscos de manter esta crise de golos. Entretanto, deixo-vos com CR7: (esta mania de colocar um vídeo no final de cada post tem de acabar…)





A faixa que vai despertar consciências

30 03 2009

Já por uma vez tive a oportunidade de aqui mostrar a minha expectativa em relação ao novo álbum de Matisyahu. Mas à medida que a altura se aproxima e os últimos retoques são dados, nada melhor que ir seguindo a Matis TV para acompanhar os video blogs que nos actualizam sobre o que está a ser feito.

E é com base num desses vídeos que faço este post. Ao visualizar as novas músicas que o cantor tem disponibilizado através do Kyte, deparei-me com uma que me chamou a atenção e me atarefou a cabeça com ‘traulitares’ incessantes da letra que a compõe. De nome provisório ‘One’ ou ‘One Day‘(eu mesmo me dei ao trabalho de acrescentar a faixa à lista provisória), esta é uma música que me faz lembrar a ‘Africa Unite’ de Bob Marley, sendo mais generalizadora e melódica. Ainda que só possa fazer a minha avaliação tendo como base um vídeo com uma actuação um pouco limitada pela qualidade de som de um Blackberry, estou em crer de que será uma das músicas-chave deste novo CD. Com isto dito, deixo-vos com a música que tem pautado os meus pensamentos:





Toda a (minha) verdade acerca do GNU/Linux

30 03 2009

Desde há cerca de 3 semanas que mudei. Mudei para melhor. E como um viajante prestes a passar a fronteira, trespassei aquela que me limitava mais a consciência: o software proprietário.

Com a instalação do Ubuntu 8.10 aqui na máquina e-escolas, dei mais um passo rumo à liberdade. Sim, eu sei que parecem palavras vãs e à deriva que tanto se ouvem nos dias que correm, mas a verdade é que me sinto um utilizador livre. Um auto-didacta! Hoje estou praticamente estável em Linux e quase nem recorro ao XP. Na realidade isto acontece porque não sou nada mais nada menos que um mero utilizador cujas necessidades não limitam a minha permanência num e só num SO. E julgo que tendo em conta a realidade portuguesa (numa estimativa às cegas) cerca de 60 % das pessoas podia adoptar uma distribuição Linux como sistema operativo principal. Sabendo que no universo de utilizadores de computador portugueses mais de metade não passa de um browser, um programa p2p ou torrent, um cliente de IM e uns jogos que podem ser emulados, nada justifica que pelo menos não se tente a adopção de um sistema mais confiável, rápido (o meu boot leva 30 segundos, enquanto que no XP leva pelo menos mais 10) e, com certeza, mais seguro.

Por isso apelo aos leitores que não sejam comodistas. Experimentem e façam vocês mesmos o teste. Não acreditem naquilo que as empresas milionárias querem democratizar. Um sistema GNU/Linux não é nem difícil nem instável – Basta um pouco de preserverança e de espírito aventureiro e cedo estarão no caminho certo para uma nova realidade. A vossa realidade acerca do GNU/Linux…








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